Você já se perguntou por que duas pessoas com o mesmo laudo de ressonância podem ter níveis de dor completamente diferentes?
- Livia Simionato
- 6 de mai.
- 1 min de leitura

É muito comum recebermos pacientes assustados com seus exames de imagem. No entanto, a ciência é clara: a presença de alterações estruturais na coluna não é suficiente, por si só, para causar dor.
A dor que você sente não é apenas uma "peça fora do lugar". Ela é o resultado de uma interação complexa de múltiplos fatores:
• Atividade inflamatória: O nível de inflamação local dita muito da intensidade da dor.
• Sensibilização do sistema nervoso: Seu corpo pode sofrer alterações no processamento da dor, passando a amplificar os estímulos e tornando a região hipersensível.
• Fatores psicossociais: Ansiedade, estresse, depressão e, principalmente, o medo de se movimentar (evitação) têm um impacto crucial na sua percepção de dor, muitas vezes maior do que a própria alteração física.
• Predisposição genética: Fatores hereditários também influenciam na degeneração discal e na ocorrência de dor lombar.
Na osteopatia, trabalhamos com o modelo biopsicossocial. Isso significa que não tratamos apenas o dano estrutural, mas compreendemos como a inflamação, o seu sistema nervoso e o seu contexto de vida convergem para gerar o seu quadro atual.
Você não é o seu laudo de ressonância.


